quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Sem planos na gaveta

Ah, mania de deixar tudo adiantado!
Para começar o ano com mais coragem que o normal (sim, muita coragem e total desapego!), decidi resgatar meu lado radical. Dei adeus a mais de um palmo de cabelo (ou dois?!), arquivei de vez alguns medos e iniciei novos projetos, sempre muito diferentes dos anos anteriores. Sempre recomeçando, mudando ou até voltando. Tomei coragem e passei um batom vermelho, sorri com o rosto inteiro, esqueci do relógio. Modifiquei toda a minha playlist do celular, respeitando o espaço garantido das músicas de David Bowie, por um significado especial: o camaleão do rock me ensinou não só a seguir as mudanças, como também tomar a iniciativa de mudar também: do jazz ao gótico, da manhã à noite, da terra até o céu.
Não há planos na gaveta, mas objetivos a alcançar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Encerramentos

Esgotei todos os meus argumentos
E os pedidos de desculpas
Deixe que fale, tenha razão!
Indiferente para o mundo
Se o céu é azul ou preto
Ou se as pessoas são diferentes
Enterre a faca do senso comum
Num coração cansado de lutar
Encerre o expediente de palavras perdidas
Para as ações incomuns
Apague a música aterrorizante
Faça o que quiser
Só não deixe pensar que fiz tudo isso sozinha...

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cartas

Aos meus amigos, digo que estou bem. Continuo com a velha mania de organizar meus livros por ordem alfabética, já completei minhas coletâneas e ainda guardo vários discos de vinil. Leio as cartas e me recordo dos bons momentos que passamos juntos, das palavras carregadas de sentimentos doces. Tantos segredos, risadas e sonhos a realizar...
Sinto saudades da vida tranquila de outrora... Talvez o tempo passasse mais devagar ou sabíamos aproveitar melhor os momentos sublimes da vida.
Hoje, o trabalho, os estudos, o trânsito, o estresse, o cansaço... não consigo finalizar a frase por falta de tempo. Tudo é rápido, intenso e efêmero.
Pois é, meus amigos: não sabemos aproveitar o tempo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Fluxo Desordenado


Deixe seu pensamento fluir... e as ideias logo aparecem. Tímidas, sua sequência transforma sílabas em palavras e as palavras em frases desconexas. Nesse momento, nada fará sentido, só escreva.
A tinta preenche o papel vazio (ou a alma vazia?), rabiscos e setas indicando a melhor frase. Dá muito trabalho, mais do que a própria inspiração. Extravase seus amores, indignações, sua imaginação.
Não se preocupe em errar. No papel somos o que queremos ser, ou o que não conseguimos expressar para quem ama. Os sentimentos não respeitam regras ortográficas ou gramaticais, deixe que a razão faça isso.