sábado, 28 de junho de 2014

No meu silêncio

Às vezes, adorava ficar sozinha. Sem a bagunça diária, as conversas confusas, nem o barulho da televisão ou dos toques do celular. No silêncio da casa vazia, a mente viajava por lugares nunca antes explorados, a imaginação era fértil a ponto de imaginar uma segunda vida, muito mais simples e ao mesmo tempo extremamente mágica e por aí vai. Podia ouvir a música favorita e dançar do jeito mais estapafúrdio possível, comer sem culpa, e fazer tudo que viesse à cabeça.
Poderia assistir aos filmes mais babacas (isso inclui filmes melosos, com certeza), com a caixa de lenços ao lado (ou um rolo de papel higiênico, vamos ser sinceros), ou simplesmente ficar quietinho, no seu canto favorito.
É tão necessário quanto respirar. Olhar para dentro, para se redescobrir.

Aí um som ao longe te faz despertar para o mundo real. Ops, o pessoal chegou. Não tem problema, porque logo vamos nos reencontrar. 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Novos diamantes

De qualquer forma, não era mais necessário lembrar dos velhos problemas.  Eles falam por si só, latentes ou berrantes. Mas logo estaria acabado. O peso nos ombros desapareceria por completo e finalmente teria paz para dormir. Seu erro era se preocupar demais, querer colocar tudo a minúcias. Cada detalhe revisto e confirmado, e enfim, obsessão sem limites.
Daí percebeu que nem todos eram assim. Olhavam por cima, já apreendiam o que era necessário e passavam a bola pra frente e eram felizes, porque se entregavam menos a coisas supérfluas e se dedicavam a si mesmas. Talvez essa seja a graça de viver: você passa a sua vida com um objetivo, corre atrás e se não der certo tem muitos outros sonhos a serem colocados em pauta.
Optava por seguir esse estilo de vida, depois de passar anos e anos a fio, esperando que alguém reconhecesse que todo o seu esforço em ser mais do que a excelência: era atingir a perfeição.
Olhava pela janela de seu apartamento, perdida com os sons do centro caótico, tão desesperador outrora. Parecia música para os seus ouvidos, vinha uma tranquilidade estranha dali.  Depois da despedida, o silêncio era o pior dos inimigos, a oficina da loucura.
Novos recomeços são difíceis. As comparações do passado com o presente e até mesmo com o futuro incerto eram inevitáveis e incontroláveis, a princípio. Nova rotina, novos hábitos. Mudanças eram necessárias – graças a Deus – eram coisas naturais que devem acontecer na vida de cada indivíduo.
Ela estava pronta para esse novo capítulo: era a hora de lapidar o diamante que começava a brilhar.

domingo, 22 de junho de 2014

Naquele mundo

Os sonhos bailavam pelo céu infinito
Esperando a hora de embelezar uma noite qualquer
Cada um tem seu significado
E vislumbra os desejos mais íntimos e secretos de cada um.
Não precisa ter sanidade
Porque os sonhos são como o tempo
Imprevisíveis e incontroláveis
No campo da fantasia
Abre-se um novo mundo
Mágico e encantador
Pesadelos existem
Mas o que realmente importa
É ter a dádiva de sonhar.