domingo, 24 de novembro de 2013

Aquela amiga chamada apatia


A cada dia que passa, as pessoas perdem oportunidades de ouro, que são sutis e muitas vezes seriam as chaves do sucesso. Interessadas nas maravilhas ilusórias do sucesso material imediato, mais pessoas esquecem de construir bases sólidas e se deixam levar pelo tal do momento. Ah, os momentos... são tão rápidos e tresloucados que mal conseguimos guardar lembranças, deixar marcas na vida de outra pessoa.
Como tudo na vida, precisamos construir essas tais bases sólidas em tudo o que queremos ter de bom na vida, para que sejam eternas. Decisões deixam marcas, dão ensejo a outros objetivos e metas a serem atingidas, portanto, não perca tempo construindo quimeras e desejando um mundo bonito e perfeito. Erros existem e somos passíveis de cometê-los. Afinal, somos seres humanos e os erros são parte de cada um de nós. Mas tudo o que é exacerbado faz muito mal. Acreditar que as coisas vão melhorar e nada fazer para que isso ocorra é o mesmo que querer um copo de água e não ir buscar.
A apatia é traiçoeira... Não se deixe levar por ela.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Aqueles pensamentos do fim de tarde

Retornando ao ponto de encontro. Sem arrependimentos, reinicio meus sonhos, desejos e objetivos, andando mais devagar e sentindo cada instante se eternizar em minha memória. Como uma máquina perfeita, reorganizo minha vida para transformá-la em um filme sem tropeços e confusões. O que era muito comum agora é uma questão de vida – será que duraria até o fim? – e, mesmo que não durasse, seriam experiências memoráveis? Enlouqueço só de pensar nos sonhos despedaçados, nos objetivos e na minha busca febril pela perfeição. Cada coisa em seu devido lugar, cada centímetro planejado e cada minuto controlado. É meu defeito, o perfeccionismo. Por causa dele perco-me em pensamentos e planejamentos e me esqueço de viver. É o meu medo de perder tempo que causa meus atrasos.  Não é medo de encarar a vida: na verdade, é meu receio de ter de conviver com presságios obscuros, talvez. Por isso quero voltar ao início, “reiniciar meu sistema operacional”. Desprender-me desse vício que toma conta do meu tempo e da minha rotina. Experimentar a sensação de ir fundo a uma questão sem me preocupar com as opiniões alheias. São aqueles meios e fins que me deixam confusa: idas e vindas, encontros e desencontros. A lógica ilógica da vida que me deixa perplexa e muitas vezes sem saber se tenho o controle de minha vida. Cada término é um começo, cada começo é um desafio. Não existe fórmula para viver: simplesmente vivemos e estaremos sempre em perpétuo aprendizado. Hoje percebo que fórmulas são desnecessárias, pois as exceções se manifestam mais que as regras e é esse o desafio de viver.