sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Cavalheiro

És tu que estás no passado distante
Que marcou eras de revolução
Deixou para trás grandes vitórias e terríveis derrotas
Encantou princesas
E colecionou inimigos.
Tu, que sentiste o frio cortante na pele,
Hoje caminhas insensível ao menor pingo de chuva
De cama serviam as mais duras pedras
E a mais macia das flores,
Nunca se importando com o conforto.
A busca pelo perigo desconhecido,
A doentia lembrança da mulher amada,
A solidão, sua obsessão esquecida...
No fim de tudo,
Quando suas forças se esvaírem,
O cavalheiro andante marca o final de sua sina
Afogado em vícios perpétuos.
E ele simplesmente não acredita no fim,
Ignora todos os passos ditados pelo destino
E volta para o seu eterno Déjà Vu
Caminhando pela estrada sem fim.