domingo, 20 de janeiro de 2013

Revelando utopias

Como se a lua me visse,
Lê meus livros e diários
E sabe quem sou.

Como se a lua sentisse
Todo o temor da chegada da pessoa amada
E sentir-se enamorada.

Como se a lua falasse,
Ela recitaria os mais belos versos
E todos os cânticos de sorte.

E como se eu fosse a lua,
Continuo a te observar de longe
Andando, vivendo e sonhando.

domingo, 13 de janeiro de 2013

O poder das palavras

Quem dera eu ser poetisa
Que desvenda o segredo das palavras
E perpetua sua existência.
Assim como também transforma e gera vertigens
Apenas modificando os sentidos de seus significados.
Metalinguagem, talvez.
Palavras que geraram revoluções
Tiraram ditadores de seus tronos
Ou simplesmente abriram sorrisos...
Gostaria de ser o livre pássaro
Que voa entre os verbetes do dicionário
Ter a mesma inteligência de uma enciclopédia inteira
Sentir a liberdade e a musicalidade das letras
Sempre desejei, a todo minuto,
Usar os mais diversos sinônimos
De palavras como respeito, sinceridade
Amor, solidariedade, irmandade.
Viajar no tempo sem sair do presente
Tornar-me misteriosa e às vezes incompreensível.
Talvez, a única coisa que eu queira
Seja o simples desejo de ser livre
E sanar todos os meus medos e anseios

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Fragmento de um diário

Tive um dia nostálgico.Saindo do trabalho me deparei com um cenário que no mínimo é extraordinário. Era como se o passado viesse de longa viagem para acalentar uma angústia incessante. Pensei que havia sido apenas uma impressão equivocada, mas não era.
No caminho para a faculdade, andando em uma avenida movimentada, toda a minha vida começou a passar como um filme: o primeiro dia na escola, passeios, brincadeiras, todas as tardes recheadas de bolos e guloseimas caseiras, as compras semestrais de roupas que duravam o dia todo, as conquistas, dificuldades e toda a doçura de minha infância.
Foi como se eu andasse em uma rua mas o momento presente se transformasse no passado, e jurei que havia visto meu pai mandando eu prestar atenção na rua. Ao mesmo tempo veio à mente vários sentimentos confusos: angústia de não estar vivendo mais aquela linda infância, felicidade por estar onde estou sem precisar passar por cima de ninguém, forte o suficiente para avançar por essa fase longa e difícil: a maioridade.
Meu maior desafio é vencer a mim mesma. Acordar muito cedo, trabalhar o dia todo longe de casa, estudar por longas horas, ter pouquíssimo tempo para dormir e ainda estar animada para recomeçar tudo no dia seguinte. Lutar contra o desânimo, o cansaço, o sono e as preocupações. Perder mais da metade da hora do almoço para estudar, e assim aprender que tudo o que eu ganho vai durar por muito tempo, porque foram coisas difíceis para consegui-las.
A vida não retroage, e as reparações existem, mas nunca apagam o que foi feito, pois deixam marcas.
Agora, tenho mais clareza ao ver o que quero e como vou conseguir. Aprendi que promessas de fim de ano de nada servem. O correto é estabelecer metas e trabalhar arduamente para consegui-las, mesmo que neste caminho nós venhamos a perder algumas coisas. De nada adianta sonhar com o resultado. Para tudo existe um processo que precisamos ter disciplina para continuar sonhando em alcançar o resultado.
No fim de tudo, ainda deixo meus pés tocarem a terra molhada pela chuva, e deleitar-me com um tempo que terei o maior prazer em aproveitar.


OBS: O escuro às vezes é bom. Nos faz parecer seres fantásticos...