terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Considerações finais

Ah, o último dia do ano. Tanta alegria, que nos encoraja a fazer uma lista de promessas para o ano que está por vir. Também tem os agradecimentos pelas conquistas e - por que não citar - as perdas. Só que tantas promessas me fazem pensar: será que todos sabem o que estão prometendo e se tem coragem o suficiente para alcançá-los? Digo coragem porque mudanças exigem que deixemos algumas coisas para trás: ideias, ações, manias ou costumes. Precisamos trabalhar muito para transformar nossas vidas, e por ser tão difícil tomar essas decisões, as pessoas deixam tudo no fundo da gaveta. O comodismo nos mata aos poucos, nos impede de crescer. O que eu mais desejo a você, meu amigo, é um ano de muita coragem, determinação. Saúde, dinheiro, realizações e mais o que quer que seja vem quando você tem coragem de assumir sua vida de forma madura, deixando de colocá-la na gaveta, juntamente com as promessas. Um ano muito iluminado a você.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Pensamentos de domingo

Naquela tarde ensolarada de domingo, caminhava descalça pela pra ia,que como sempre estava lotada de banhistas. Cada um com sua família, amigos ou desconhecidos que acabaram virando companheiros de maresia. Acabava de vir de uma festa bem divertida, mas não sei o motivo de ter vindo automaticamente para aquela praia debaixo desse sol escaldante. Tirei meus sapatos de deixei a areia sujar meus pés, e logo senti a
água geladinha tocá-los. Às vezes, me pego pensando em diversas situações que eu mesma provavelmente não iria fazer ou faria sem medo e me pergunto o motivo desse meu receio. O sol estava muito quente... por um segundo queria estar em um lugar frio, para atacar todo o chocolate da dispensa. Mas a onda veio novamente e novamente me senti muito bem. Pensando bem... huuum, uma vontade incontrolável de cair naquele azul anil, quebrar as ondas do mar... queria me aproximar de algo muito além de qualquer coisa nesse mundo, mas infelizmente era apenas um sonho. Abri os olhos e avistei o horizonte, tão perto e ao mesmo tempo tão distante, tão belo e ao mesmo tempo tão misterioso. E novamente me perco em filosofias, metáforas e apreensão. Queria tanto ser menos confusa... Ser mais viva, apaixonada talvez. Enquanto isso, vou caminhar pela praia e não pensar mais em nada.

domingo, 24 de novembro de 2013

Aquela amiga chamada apatia


A cada dia que passa, as pessoas perdem oportunidades de ouro, que são sutis e muitas vezes seriam as chaves do sucesso. Interessadas nas maravilhas ilusórias do sucesso material imediato, mais pessoas esquecem de construir bases sólidas e se deixam levar pelo tal do momento. Ah, os momentos... são tão rápidos e tresloucados que mal conseguimos guardar lembranças, deixar marcas na vida de outra pessoa.
Como tudo na vida, precisamos construir essas tais bases sólidas em tudo o que queremos ter de bom na vida, para que sejam eternas. Decisões deixam marcas, dão ensejo a outros objetivos e metas a serem atingidas, portanto, não perca tempo construindo quimeras e desejando um mundo bonito e perfeito. Erros existem e somos passíveis de cometê-los. Afinal, somos seres humanos e os erros são parte de cada um de nós. Mas tudo o que é exacerbado faz muito mal. Acreditar que as coisas vão melhorar e nada fazer para que isso ocorra é o mesmo que querer um copo de água e não ir buscar.
A apatia é traiçoeira... Não se deixe levar por ela.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Aqueles pensamentos do fim de tarde

Retornando ao ponto de encontro. Sem arrependimentos, reinicio meus sonhos, desejos e objetivos, andando mais devagar e sentindo cada instante se eternizar em minha memória. Como uma máquina perfeita, reorganizo minha vida para transformá-la em um filme sem tropeços e confusões. O que era muito comum agora é uma questão de vida – será que duraria até o fim? – e, mesmo que não durasse, seriam experiências memoráveis? Enlouqueço só de pensar nos sonhos despedaçados, nos objetivos e na minha busca febril pela perfeição. Cada coisa em seu devido lugar, cada centímetro planejado e cada minuto controlado. É meu defeito, o perfeccionismo. Por causa dele perco-me em pensamentos e planejamentos e me esqueço de viver. É o meu medo de perder tempo que causa meus atrasos.  Não é medo de encarar a vida: na verdade, é meu receio de ter de conviver com presságios obscuros, talvez. Por isso quero voltar ao início, “reiniciar meu sistema operacional”. Desprender-me desse vício que toma conta do meu tempo e da minha rotina. Experimentar a sensação de ir fundo a uma questão sem me preocupar com as opiniões alheias. São aqueles meios e fins que me deixam confusa: idas e vindas, encontros e desencontros. A lógica ilógica da vida que me deixa perplexa e muitas vezes sem saber se tenho o controle de minha vida. Cada término é um começo, cada começo é um desafio. Não existe fórmula para viver: simplesmente vivemos e estaremos sempre em perpétuo aprendizado. Hoje percebo que fórmulas são desnecessárias, pois as exceções se manifestam mais que as regras e é esse o desafio de viver.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Não mais...

Passos perdidos na estrada,
Pedras chutadas pelo caminho,
Aqui estou novamente
Reunindo os pleonasmos necessários para te dizer
Que eu estou ditando meu destino,
Que não sou mais tua boneca de porcelana,
E todas as oportunidades que te dei acabaram.
Cansei do controle,
Das conjecturas sem sentimento, das promessas quebradas.
Dei meu grito de liberdade
Ou seria socorro???
Também já se esgotou minha paciência,
Pois já perdi as contas de todos as vezes
Que fui acusada de ser uma pessoa impulsiva,
Sem considerações e rodeios.
Ame-me sem modificar meu modo de ser
Seja feliz com o que eu sou.
Sou eu, pura e simplesmente,
Livre para voltar a sonhar.



domingo, 20 de outubro de 2013

Idas e vindas de meu delírio

Ainda tenho tempo de sobra. Para refletir, amar e odiar, deixar de ser um marionete e me transformar em um pássaro. Cansei de tudo no senso comum, de fingir "ser" através do "ter". Vou sair pelas ruas à deriva, como um navio que se afasta do cais. Deixarei de ser piegas, acreditar demais no que devemos ter mais cuidado. Acreditarei na efemeridade dos momentos, da vida. Não vou deixar nós desatados, feridas abertas. Passível de erros, vou tropeçar e dizer coisas indevidas, preciso aprender a cair para levantar, para ressurgir das cinzas como uma fênix.
Vou me jogar no infinito... e deixar a maré me levar.



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Cavalheiro

És tu que estás no passado distante
Que marcou eras de revolução
Deixou para trás grandes vitórias e terríveis derrotas
Encantou princesas
E colecionou inimigos.
Tu, que sentiste o frio cortante na pele,
Hoje caminhas insensível ao menor pingo de chuva
De cama serviam as mais duras pedras
E a mais macia das flores,
Nunca se importando com o conforto.
A busca pelo perigo desconhecido,
A doentia lembrança da mulher amada,
A solidão, sua obsessão esquecida...
No fim de tudo,
Quando suas forças se esvaírem,
O cavalheiro andante marca o final de sua sina
Afogado em vícios perpétuos.
E ele simplesmente não acredita no fim,
Ignora todos os passos ditados pelo destino
E volta para o seu eterno Déjà Vu
Caminhando pela estrada sem fim.


domingo, 7 de julho de 2013

A febre dos sonhos

Era só uma questão de tempo. Observava aquela mesma cena há vários meses, e imaginava que um dia eu pudesse ser protagonista dela. Escondida atrás de uma coluna, tinha a visão de um casal caminhando pelo parque. Não era um simples casal: existia um cuidado e delicadeza ao andar, a calma e o carinho de quem sabia o que o outro queria apenas com a troca de olhares. Acho que é o amor, simplesmente. Todos os dias, no mesmo horário, os dois realizavam sua caminhada. Depois de um certo tempo, tentei descobrir quem eram aqueles símbolos para os meus desejos e resolvi segui-los para perguntar qual era o segredo para tão doce relação. Andei por vários quarteirões até que me encontrei novamente no ponto inicial de minha expedição, e o casal havia desaparecido, sem que ao menos eu pudesse ver seus rostos. Foi então que desvendei aquele mistério, que parecia tão óbvio: o casal era a imagem que eu sempre idealizei. Não havia carne nem rosto porque era meu delírio insano, um sonho a realizar e nunca um objetivo a alcançar. Levantei os olhos para as estrelas e lhes pedi uma noite iluminada e menos confusa, para poder então cair em um sono profundo.

domingo, 30 de junho de 2013

Meu modo de viver

Deixemos as raivas e os rancores de lado. O tempo passa e a velha companheira de teus passos nunca retroage. Tudo o que passamos juntos até aqui não passa de lindas lembranças que são adicionadas diariamente, e assim completamos nosso ciclo. Embora o poeta não deixe de lado as possibilidades do encontro com a felicidade, este deixa bem claro que às vezes a morte será um novo começo. Discordo, pois não existe um novo começo após um fim definitivo. O que nos resta, queridos amigos, é viver intensamente, escrever nas folhas do diário todas os nossos encontros e desencontros, transformando-os em nosso livro da vida. Ganhamos a dádiva de viver e lutar, amar e chorar, sentir e doar-se.
O mundo é imenso, assim como as oportunidades. Se essas hesitam em aparecer, seja competente em criá-las. Aprenda a ser amigo do tempo, use-o com inteligência e liberdade, viva! Há apenas uma limitação: sua liberdade termina quando a do outro se inicia...
Assim, sigo em frente e crio minhas oportunidades, aventuras e segredos, escrevendo e tentando não entender a efemeridade da vida.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Confusões

Pela primeira vez, não consigo encontrar palavras para expressar algum sentimento que me incomoda. Talvez seja pelo mundo ao meu redor, que de cabeça para baixo, agita-se em plena revolução. Ah, revoluções... parecia ser apenas parte dos livros de história, perdidos em ideologias e imagens que me deixavam com vontade de viver aquele momento. Agora sinto, vejo e falo, tenho voz para expressar meu enorme desapontamento com a situação em que tudo está. No meu diário escrevo loucuras e sonhos de amor, me lembro de minha infância, doce e sublime e me dou conta de que sempre quis a mesma coisa, expressando-as de várias maneiras diferentes, deixando a corrente me levar para algum lugar.
E depois? Ah, vamos correr atrás do que queremos, não é? Sempre haverá um caminho a seguir, um objetivo a alcançar. E assim vou caminhando e chutando as pedras no caminho.

domingo, 26 de maio de 2013

Na bandeja

Cada passo que dou
Cada erro que cometi
Cada beijo que dei
Te ofereço nessa bandeja

Te entrego meu passado cheio de erros
Todos os meus segredos temerosos
As angústias, as noites sem dormir
A minha obsessão por algo palpável

Quero te sentir em meus braços
Aprofundar no desconhecido
Fugir da minha zona de conforto e comodismo
Me importar com o ser e não com o ter

Valorizar e não esquecer
Amar e não viver apagando manchas
Olhar sem preconceitos
E viver como sem acreditar na eternidade

terça-feira, 2 de abril de 2013

Mudanças

Todos nós temos medo de mudanças
Sejam boas, surpreendentes ou ruins
Nos dá um frio na barriga,
Uma aprrensão incompreensível,
Receio de errar, de as coisas não voltarem ao seu estado original
Aliás, nada volta para seu estado original
Pois mudamos de acordo com nossas ideias,
Pensamentos, devaneios e tombos
Receei muito pelo o que viria a acontecer,
Pelas coisas que deixei
Pelos desafios que terei de enfrentar.
Parei de pensar e resolvi cair de cabeça
Sem querer poder imaginar os prós e os contras.
Agora, vejo que fiz o certo
E o arrependimento não veio...
Afastei alguns fantasmas que ainda me cercavam
E além disso, pouco esperei e muito recebi.

Não foi fácil, essa caminhada.
Mas agora me sinto feliz
Leve, livre e sem medos.
Pelo menos por enquanto.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O compasso da chuva


A chuva caía ininterruptamente.
Havia algo de diferente naquelas gotas,
Vinham assim, sem a menor cerimônia.
E lava tudo: a calçada, as pessoas, a alma.

O cheiro de terra molhada,
Resgata a doce infância
Que cansada de ficar guardada na memória
Resolve se manifestar com lindas lembranças.

Começara com uma leve brisa
Que fazem as árvores dançarem
Vem discreta e como em um compasso natural
Cada folha cria vida e a dança se inicia.

Mas, como num passo em falso
O vento se torna impetuoso
Cheio de caprichos
E causador de destruição.

Daí voltamos para a chuva,
Agosra mais branda
Já brincou conosco
E se despede travessa
Pronta para brincar em outro lugar
Com a promessa de um dia voltar.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Revelando utopias

Como se a lua me visse,
Lê meus livros e diários
E sabe quem sou.

Como se a lua sentisse
Todo o temor da chegada da pessoa amada
E sentir-se enamorada.

Como se a lua falasse,
Ela recitaria os mais belos versos
E todos os cânticos de sorte.

E como se eu fosse a lua,
Continuo a te observar de longe
Andando, vivendo e sonhando.

domingo, 13 de janeiro de 2013

O poder das palavras

Quem dera eu ser poetisa
Que desvenda o segredo das palavras
E perpetua sua existência.
Assim como também transforma e gera vertigens
Apenas modificando os sentidos de seus significados.
Metalinguagem, talvez.
Palavras que geraram revoluções
Tiraram ditadores de seus tronos
Ou simplesmente abriram sorrisos...
Gostaria de ser o livre pássaro
Que voa entre os verbetes do dicionário
Ter a mesma inteligência de uma enciclopédia inteira
Sentir a liberdade e a musicalidade das letras
Sempre desejei, a todo minuto,
Usar os mais diversos sinônimos
De palavras como respeito, sinceridade
Amor, solidariedade, irmandade.
Viajar no tempo sem sair do presente
Tornar-me misteriosa e às vezes incompreensível.
Talvez, a única coisa que eu queira
Seja o simples desejo de ser livre
E sanar todos os meus medos e anseios

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Fragmento de um diário

Tive um dia nostálgico.Saindo do trabalho me deparei com um cenário que no mínimo é extraordinário. Era como se o passado viesse de longa viagem para acalentar uma angústia incessante. Pensei que havia sido apenas uma impressão equivocada, mas não era.
No caminho para a faculdade, andando em uma avenida movimentada, toda a minha vida começou a passar como um filme: o primeiro dia na escola, passeios, brincadeiras, todas as tardes recheadas de bolos e guloseimas caseiras, as compras semestrais de roupas que duravam o dia todo, as conquistas, dificuldades e toda a doçura de minha infância.
Foi como se eu andasse em uma rua mas o momento presente se transformasse no passado, e jurei que havia visto meu pai mandando eu prestar atenção na rua. Ao mesmo tempo veio à mente vários sentimentos confusos: angústia de não estar vivendo mais aquela linda infância, felicidade por estar onde estou sem precisar passar por cima de ninguém, forte o suficiente para avançar por essa fase longa e difícil: a maioridade.
Meu maior desafio é vencer a mim mesma. Acordar muito cedo, trabalhar o dia todo longe de casa, estudar por longas horas, ter pouquíssimo tempo para dormir e ainda estar animada para recomeçar tudo no dia seguinte. Lutar contra o desânimo, o cansaço, o sono e as preocupações. Perder mais da metade da hora do almoço para estudar, e assim aprender que tudo o que eu ganho vai durar por muito tempo, porque foram coisas difíceis para consegui-las.
A vida não retroage, e as reparações existem, mas nunca apagam o que foi feito, pois deixam marcas.
Agora, tenho mais clareza ao ver o que quero e como vou conseguir. Aprendi que promessas de fim de ano de nada servem. O correto é estabelecer metas e trabalhar arduamente para consegui-las, mesmo que neste caminho nós venhamos a perder algumas coisas. De nada adianta sonhar com o resultado. Para tudo existe um processo que precisamos ter disciplina para continuar sonhando em alcançar o resultado.
No fim de tudo, ainda deixo meus pés tocarem a terra molhada pela chuva, e deleitar-me com um tempo que terei o maior prazer em aproveitar.


OBS: O escuro às vezes é bom. Nos faz parecer seres fantásticos...