terça-feira, 13 de novembro de 2012

Desejos em uma mala de viagem

Queria descobrir os mistérios de tua mente,
Mergulhar no vazio desconhecido sem medo,
Contar quantas estrelas existem no céu.
Queria dar uma folga ao tempo
Tocar o céu durante um pôr do sol...
Seria utópico e grandioso flutuar no espaço
Colecionar as coisas mais exóticas
Caminhar entre raios e trovões.
Chega a me dar vertigens
Só de imaginar a sensação
De se ver livre da convivência forçada
E sair correndo na chuva
Sem se importar com a aparência depois disso...
Não vamos perder tempo com silogismos inúteis
Vamos simplesmente pegar nossas mochilas e desbravar o mundo
E assim dar mais sentido
À essa vida completamente ilusória e passageira.


sábado, 10 de novembro de 2012

A todo momento

Fico pensando
Se tomei a decisão certa
Se escrevi aquele recado de forma clara
Se realmente escutei aquela barbaridade
Ou deixei a janela aberta
Já cheguei a me questionar
Quando as pessoas vão perceber
Que não é trancando a sete chaves
A porta da saída para a produtividade crescer, os lucros aumentarem
E o reconhecimento ser deleitado.
Ouvi falar esses dias
Que a mudança de paradigmas
Era tão normal que poderíamos concluir que estes nem existem
E o ser humano se tornou um alienado inconsequente
Impaciente, apressado e insensível
Nem sabe o que quer e o que espera
Ou pior: não sabe quem é.
Andando nas ruas
Não vejo diferença
Naqueles que tentam ser diferentes
Porque nessa tentativa incansável
Todos se tornam iguais em sua essência.
Também paro durante horas
Para escrever uma linha
Um rascunho simples,
Mas não consigo.
Ou me desespero quando milhares de ideias
Me deixam tão inspirada
Que uma folha de jornal
Se torna o papel perfeito.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Poesia sem rima e sem sentido

Manuscritos amarelados de tempos perdidos
Viagens psicodélicas para reencontrar os sentidos
Misto de erros e acertos conjugados na mesma frequência
Febres insanas em que o corpo padece
A preguiça, a luxúria e a gula em um mesmo pecado
São as horas implacáveis
Que não me dão tempo de deleitar os momentos com você
O corpo que levanta todos os dias
Para ir sobreviver na selva de pedra
O abandono dos maneirismos na hora de reconhecer o erro cometido
É ser poeta quando o mundo quer...
O que o mundo quer?