segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Respostas sobre sentimentos confusos

Quero dormir mais um pouco, deixar o corpo descansar das fadigas deixadas pelo comodismo. Não quero lembrar daquilo que me fez mal, mas despejar linhas de poesia doentia foi a única solução que encontrei para não enlouquecer. As linhas escritas com raiva são válidas, não para causar mágoas em você, que lê atentamente cada entrelinha, mas é o modo que eu tenho para expressar minha dor momentânea. Jurei nunca exteriorizar sentimentos e possíveis repulsas. Mas quando a dor fala mais alto, quando a violência física se torna praticamente incontrolável, o meu desabafo é escrever, sem saber o que exatamente, se faz sentido ou não.
Não me peça para apagar, porque a poesia é feita nos momentos em que nossos sentidos abandonam o mundo real e entram no mundo onírico, sem saber se que voltar.
Caro amigo, seja sempre o que você sempre foi: o leitor das entrelinhas.

E aí? Quer entender ou vai fugir de novo?

A obsessão pelo fútil,
O declínio do vazio,
Vozes ecoam de um passado inexistente,
Talvez de um futuro inevitável...

Os valores invertidos,
A busca por algo intangível e inalcançável,
Suposições tresloucadas,
Loucuras, loucuras, loucuras...

Não sei se só eu
Que ainda tenta entender,
Ou simplesmente explicar,
O motivo para tanta falta de tudo.

É um nada atrás de nada,
Palavras soltas ao vento, vícios inquietantes,
Fúrias sem fundamento,
Desejos tórridos e ao mesmo tempo frios

E agora?
Ler isso faz sentido?
Não?
Foi essa minha intenção, caros amigos:

O mundo não faz sentido.

domingo, 26 de agosto de 2012

Indefinível

Sinto um ódio completamente descontrolado
Uma angústia que me deixa sem coragem
Para despejar tudo aquilo que senti vontade de dizer
Mas a prudência não deixou.
As lágrimas vem com vontade própria,
O nó na garganta se materializa
Mas ainda a prudência não me deixa pisar em falso.
Já pensei de tudo: da maior apatia até a mais fria violência.
Mas nada saiu da minha cabeça.
A única coisa que se exterioriza são lágrimas, lágrimas de dor, de fel...
Também cheguei a pensar em fazer exatamente o mesmo:
Vamos ver agora quem dá as cartas, meu caro!
Mas a prudência não deixa-me errar.
Nunca deixou.
Afinal, o amor não é tudo o que devemos pautar na vida.