sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Novo ano

Nunca havia se sentido assim.  Leve, sublime...
As palavras pareciam não ter aquele sentido literal de sempre. Olhou pela janela, procurou algum rosto conhecido, alguma resposta para aquela dúvida cruel. Diante das negativas, era óbvio que ela não esperava que ele aparecesse no fim daquela rua, tão tumultuada e surda.
Andava devagar, parecia flutuar em um mundo paralelo, mas algo havia mudado. Aqueles olhos, doces e inocentes continuavam os mesmos, mas seu semblante não era sonhador.
Era chegada a hora de decidir o que iria fazer nesse novo ano, mas dessa vez não guardaria seus sonhos em uma gaveta, como fizera anteriormente. Sim, era hora de transformar sua vida, tirar a poeira de seu espírito liberto... A felicidade não vinha assim tão fácil, nada que dura vem fácil...
Ainda olhando pela janela, o sol despontava lindo e majestoso, anunciando um novo dia, o novo ano.
É minha hora de surpreender o mundo.