segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Conclusão durante uma TPM

Hoje, aqui, chego a conclusão de que pouquíssimos são capazes de manter o equilíbrio em um lugar onde qualquer pé de arruda seca de tanta inveja.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A incerteza do amanhã

Ela ia sentada, com a cabeça encostada na janela do ônibus. A paisagem ao seu redor se modificava rapidamente, assim como sua vida nos últimos meses. Passara por decepções, alegrias, despedidas, tristezas e conquistas. Vira amigos aparecerem, e também irem embora.
Ao seu lado, pessoas esqueciam das regras dos bons costumes e gritavam feito loucos perdidos de seu verdadeiro comboio: do hospício. Até esses loucos estavam longe de seu campo de visão e audição naquele momento. Aquela manhã fora um inferno. Sua privacidade fora invadida assim como seu modo de ver as coisas.
Todos pareciam ser tão idiotas, tão distantes do que realmente eram. As horas passavam devagar, as cobranças vieram outra vez. Repetidamente.
Ouvir o som dos pássaros do lado de fora já havia se transformado em utopia. A concentração então, já havia ido embora fazia tempo.
"Falta pouco para minha tortura acabar, aguente firme, a tempestade vai acabar. Vai deixar saudades. Vai deixar marcas."
Ainda faltava adicionar aquele vazio imenso, sem saber que luz irá iluminar o seu caminho. Para uns, a incerteza do futuro é a grande beleza da vida. Para ela, era um vácuo enorme em sua vida metódica e perfeccionista.
Isolando-se deste mundo, talvez, fosse protegê-la dos milhares de golpes que viriam a seguir, se já não a estava protegendo.
Só o futuro incerto dirá.
Por enquanto, era olhar para a janela suja daquele ônibus, e transformar sua fantasia em realidade.