quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Quimera

Pisando em nuvens cor-de rosa
Deitando no profundo e infinito azul do céu
Rolando delicadamente pela grama úmida de orvalho
Sentindo o cheiro das flores do campo colorido
Saboreando o doce fruto da felicidade
Sentindo os pés roçarem de leve em um mimoso riacho
Ai! Como é bom viver!
Fechando os olhos e sentindo a brisa arrepiando minha pele
A sinapse de meus neurônios parecem acompanhar o leve ritmo do dia,
Quente e fresco
Acolhedor e livre...
Estou sozinha... nada irá me atingir aqui...
Segura de tudo e do mundo, e do sistema decadente...
Problemas? Não sei o que é isso...
Ouço apenas o ruído natural da vida, limpo e alegre
Tudo é tão sublime que meu corpo parece flutuar...
Ai!Como é bom viver...
Olho para o céu e vejo os anjos... tão inocentes e corados
Tocando harpas para algum caso de amor pela redondeza...
O tempo não existe
Só aprecio o espetáculo que me foi concebido...
Antes de voltar ao barulhento e confuso mundo que nasci.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O verdadeiro significado do medo

O medo. Como descrevê-lo ou denominar tal sentimento, quando este te domina de forma tão completa que você entra em um completo estado de desespero. Como conviver com o medo quando as pessoas o tratam como mera frescura, algo incompreensível e você é repreendido como se fosse culpado? Tamanha opressão me faz sentir uma vergonha imensa, vergonha de tudo e de todos.
Malditos, não enxergam e não querem enxergar a verdadeira face.
Cansada, ainda procuro ajuda, refúgio ou algum motivo para viver assim... Quero simplesmente vencer todos os obstáculos, mas não consigo fazê-lo sozinha. Preciso de ajuda, ou então vou sucumbir na escuridão.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Loucos

Estão todos loucos
Dentro de suas caixas pérfidas
Todos, todos estão loucos
Buscam por coisas vãs
Sucumbem às ambições mais radicais
Se entregam à mentira
Mergulham na devassidão
Fingem com naturalidade assustadora
Empertigados com status falsos
Corrompidos pelo glamour errôneo,
Cheios de pústulas venenosas.


Fico encabulada com tamanha loucura
Morro de pena destes pobres, malditos loucos
Peço, para quem ouvir,
Que os salve...
Embora já saiba que seus futuros não passem de um borrão em um papel ordinário.